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A REDE, associação que reúne 26 estruturas transdisciplinares e de dança contemporânea, após tomar conhecimento da decisão unilateral do Ministério da Cultura de reduzir em 10% todos os apoios para as estruturas de criação artística independentes em Portugal, vem por este meio manifestar a sua total discordância e repúdio perante esta medida, pelo processo que decorreu até este resultado e pelos meios e formas de comunicação utilizados pela titular da pasta. (...)
Junho 2010
O dr. Pacheco Pereira decidiu fazer na revista Sábado um conjunto de comentários sobre a criação artística contemporânea em Portugal. O teor dos comentários indicava essa obsessão que o político tem por controlar tudo o que aparece no espaço público e revelava nos mesmos comentários que o seu mundo de referências culturais para a arte é um mundo decadente.
António Pinto Ribeiro
Público
Agosto 2010
Não encontramos razão atendível para que um deputado da nação, um investigador, alguém que claramente não é info-excluído e comprovadamente sabe usar e navegar na internet, baseie um artigo de opinião não em factos mas antes em mitos preconceituosos que irresponsável ou intencionalmente ressuscita. E não é a primeira vez que José Pacheco Pereira (JPP) o faz. Visivelmente, nem a sua condição de deputado o obriga a um código de ética. (...)
Plataforma das Artes
Agosto 2010
Foi com tristeza e repugnância que li o artigo que o Pacheco Pereira escreveu para a revista Sábado sobre os artistas (entre aspas) e o submundo onde se movem.
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Bruno Bravo
Encenador
Olhando para os encontros dos “artistas” que venceram a Ministra encontramos um dos mundos menos conhecidos e escrutinados da vida pública portuguesa. Porém, existe uma relação directa entre a ausência de escrutínio do seu trabalho e a capacidade que têm de influenciar os media a favor das suas causas, quer porque o seu lugar é central em certas “indústrias culturais”, a que os media estão associados, quer pelo preconceito da intangibilidade da “cultura”, da “criação”, da “arte”. (...)
Revista Sábado
Julho 2010
Na mudança, a tentação é minorar os danos que se imaginam virem a ocorrer. Há outra hipótese, traçar um novo começo, mas isso só sucede quando a ferida é muito profunda e não existe solução senão engendrar outra forma de relação com a realidade.
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Agosto 2010
Público
“Nenhum ministro da Cultura se apercebeu de que não havia nada para acabar, porque nada tinha sido construído” (...)
João Fiadeiro
Coreógrafo, director artístico da RE.AL
Público • Quarta-feira 30 Junho 2010
(...) Nunca senti ser um "peso" para os governos do meu país. Limito-me a fazer o meu trabalho o melhor que sei e posso para o que sinto ter nascido, tentando questionar os seres, as coisas, a nossa história e o mundo através dos filmes que tive o privilégio de realizar. (...)
Manuel de Oliveira
Julho 2010
As notícias vindas a público na imprensa, o DL 72-A, a Carta que dirigiu a estruturas com protocolos em vigor, ou candidatas a programas de financiamento, com a DGArtes, e a Nota à Comunicação Social de hoje, merecem-nos algumas reflexões. (...)
Plateia
Julho 2010
(...) Nunca o teatro foi tão decisivo. Como arte da presença simultânea de cidadãos que buscam a verdade de ambos os lados da ficção em acto, ora elaborando ficcionalmente o que se corporiza no momento, ora ficcionando autonomamente o que se frui emocional e criticamente.(...)
Fernando Mora Ramos
Julho 2010

